Resenha: Os delírios de consumo de Becky Bloom

Olá! Hoje vou falar do primeiro chick-lit que li, quando nem sabia que existia chick-lit (aliás, quando esse termo surgiu? Porque esse livro foi lançado no fim da década de 90 ou começo da década 2000).

Bem, quando eu estava no último ano da faculdade de Publicidade, em 2002 (oi, tenho 30), minha professora de Planejamento publicitário pediu que lêssemos Delírios de consumo de Becky Bloom e fizéssemos uma análise do perfil de consumidora da Becky. Na época eu estava desempregada e o livro era muito caro (ainda é), então não comprei; uma amiga minha me emprestou. Beleza.

Essa é a capa clássica (não encontro mais nos sites de livrarias)

Já na primeira página, eu comecei a rir. Lia em lugares públicos e passava vergonha. E não conseguia parar de ler, terminei acho que em 3 ou 4 dias (naquela época eu conseguia essa proeza).

Depois eu descobri que o livro é o primeiro de uma série e depois eu consegui adquirir meus exemplares. Fui comprando aos poucos, claro, e hoje só falta o Mini Shopaholic que estou esperando traduzirem para o português (comecei a coleção em português, quero continuar em português, coisa minha rsrs).

A história: Rebecca Bloomwood, mais conhecida como Becky Bloom é uma compradora compulsiva que trabalha como jornalista especializada em mercado financeiro; ela sabe que tem que controlar os gastos, mas não consegue.

Todos os problemas financeiros e de trabalho não impedem Becky de querer ardentemente fazer compras, principalmente aquela echarpe da Denny and George que estava em liquidação – e era a última do estoque!

É nesse momento que surge o misterioso Luke Brandon para salvar o dia e garantir a aquisição da echarpe. Ele é dono da Brandon Communications, uma empresa de RP (Relações Públicas) e Becky sempre acha que ele a olha de um jeito como se pudesse adivinhar que ela era uma fraude. Luke não aparece muito nesse volume, mas acreditem, ele tem um papel especial nesse livro.

Essa é a capa atual, do poster do filme (prefiro a clássica rsrs)

Enfim, Becky se dá conta da gravidade de seus problemas financeiros e arregaça as mangas para resolvê-los (a primeira providência: COMPRAR um livro de auto-ajuda com finanças!). É muito engraçado ver como ela tenta economizar (e não consegue, mesmo vendo os gastos como “investimentos” no início) e depois ganhar mais dinheiro (e não consegue da forma como ela esperava).

À primeira vista, lembra muito aquele ditado: “casa de ferreiro, espeto de pau”, porque Becky dá conselhos financeiros, porém não os segue. Nunca. Não mesmo.

O que de cara me agradou no livro foi a narrativa. Narrativas em primeira pessoa chamam a minha atenção; acho que é como se a personagem falasse com a gente, não sei. Também gosto dos devaneios da Becky em certas ocasiões, quando ela começa a divagar sobre como as pessoas vão reagir ao vê-la usando tal roupa e ela então será conhecida como “a garota da echarpe Denny and George”, por exemplo.

Para quem tem dívidas e/ou é consumista, impossível não se identificar com a Becky. Recomendo a leitura como uma dica para dar boas risadas.

E não comparem o filme ao livro: O filme é uma mistura do primeiro e do segundo livro. (Talvez eu fale sobre eles, não sei se vai ser interessante).

Eu vou continuar postando sobre a série Becky Bloom (se a Lany não se incomodar, porque ela também gosta e leu hahaha – aliás, ela já leu até Mini Shopaholic), então vou parando por aqui.

É isso.

Ficha técnica:
Título:
Delírios de consumo de Becky Bloom
Nome original: Confessions of a Shopaholic (EUA)/The Secret Dreamworld of a Shopaholic (Reino Unido)
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 428
Avaliação: 5/5 bolsas gucchi

21 respostas em “Resenha: Os delírios de consumo de Becky Bloom

  1. Eu gostei do filmeee!!! Mas nao sei se leria o livro…. me parece um tanto desesperoooo demais!! eu ia ficar desesperada com ela!!! hahaahahahhah

    • Lain, talvez vc ficasse… Mas é MUITO engraçado! Vale a pena ler, viu? hahaha O filme é uma graça, mas eu diria que está mais para inspirado nos livros do que adaptado do livro. hehehe Posso fazer a comparação um dia.

  2. Que bisonho é o consumismo! Não seria bem um tema que me atrairia, já que estou farta de ouvir falar em dívidas, e por não ser exatamente consumista. Muito pelo contrário.
    Mas é diferente. E deve ser engraçado mesmo, levando em consideração alguém que não segue os próprios conselhos que dá no trabalho!

    • Eu acho que vc ia gostar apenas por achar engraçado, Nik. Olha, quando eu comecei a ler, eu ficava falando “nossa, como ela é louca, espero não ficar assim nunca”. E bem, hj eu diria que estou próxima à Becky, mas ainda consigo me segurar algumas vezes. hahaha E em compensação, nunca estouro o limite do cartão ou compro algo que não sei se vou poder pagar, acho que essa é a grande diferença. hahah

  3. Claro que você pode continuar falado da série Lucy hahaha! =o)
    Eu ADORO o primeiro livro! Eu acho que é um dos mais engraçados (não sei se é porque é quando a gente começa a conhecer a Becky) e o Luke… AH, O LUKE! O que seriam dos chick-lits sem os personagens masculinos que arrancam vários suspiros da gente?
    Eu ia comentar dos outros livros, mas como você vai fazer posts sobre eles, eu me seguro hahaha!XD

    • Eu acho que se fosse falar de todos os livros, ficaria um post muito grande, por isso resolvi fazer aos pouquinhos. rsrs
      E esqueci de comentar que sendo o primeiro livro, ele foca bem essa coisa do vício da Becky de comprar compulsivamente. Agora, não sei como vou fazer para postar sobre os próximos livros e não soltar spoilers!!! hahahaha

      • Já é difícil comentar sobre um livro e não soltar spoilers, imagina só comentar sobre continuações de séries!XD

      • Basta avisar no começo do post que tem spoiler sobre livro tal e tal. Daí quem não quiser saber, não lê hehe.

        Eu tenho vontade de ler esse livro desde que uma amiga minha (a Cinthia, lembra?) veio me visitar aqui e não largava dele. Ela tava sentada na cama e de repente começava a rir descontroladamente, era muito engraçado! Seria uma coisa meio Bridget Jones, Lu? Mas mais focado nas compras, enquanto Bridget era focada em arrumar um namorado, é isso?

        Eu quero ler um dia, parece bom pra espairecer e parar de pensar na nossa própria vida. Vamos ver se entra na meta pra esse ano hehehe
        PS: Eu quase vi o filme esses dias, porque acho essa atriz muito linda! Mas me segurei porque já pensava em querer ler o livro =)

  4. Pra vc ter ideia, deixei de comentar sobre a família e os amigos da Becky porque senão acabava entrando em muitos detalhes e aí ficava com medo de contar spoilers! hahaha (além de fazer um post maior ainda, por vou falar de cada livro da série).

    Ily, a minha reação era a mesma da Cinthia: Eu começava a ler e gargalhava. Quando estava no metrô eu tinha que abaixar a cabeça e rir baixinho, mas tinha vezes que era difícil, viu?

    Eu acho que Becky Bloom é ainda mais divertido que Bridget Jones, embora no decorrer dos livros dê um cansaço (eu vou explicar futuramente e talvez até a Lany queira falar mais também rsrs). Mas não seria a mesma coisa se ela não fosse uma shopaholic, devo admitir. rsrs

    E o Luke… *__* É um dos personagens masculinos da Sophie Kinsella que mais gosto (se bem que acho que gosto mais do Nathaniel de Samantha Sweet).

    • NATHANIEL DE SAMANTHA SWEET É O CARA!!! Com certeza eu gosto muito mais dele do que do Luke hahaha! (apesar que o carinha do Twenties Girl, que eu acabo de esquecer o nome, tbm é muito fofo!)
      Becky Bloom é mais divertido do que Bridget Jones, mas como série… Como a Lucy disse, durante a série tem certas partes que ficam um pouco cansativas! Em pensar que depois de Mini-Shopaholic, acho que ainda tem mais livros hahaha! (série infinita essa!) Mas mesmo assim, recomendo totalmente essa série! Vale muito pelos risos!XD

      • O carinha de Tweties Girl é o Ed!😄

        E acho que essas séries dificilmente acabam, viu? Só séries de fantasias mesmo. hahaha

    • Que bom, porque eu tentei ler Bridget Jones de novo esses dias e achei chatíssimo hahaahaha mas vou tentar dar uma chance pra Becky

      • Ily, eu acho q vale a pena, viu? Eu acho q pelo menos os 3 primeiros vc vai gostar. rsrs

  5. Já li, e o meu é o da capa clássica! \o/
    Gostei muito do primeiro e do segundo, o terceiro achei bom, quando chegou no da irmã da Becky me desinteressei, a Becky é exagerada demais naquele livro e eu comecei a ficar com muita raiva dela, ô pessoa sem noção!

    • Eu vou falar dos livros aos pouquinhos, Mari, mas sei o que vc quer dizer sobre a Becky. rsrs Mais drama-queen que ela não há e quando chega no livro da irmã dela, acho que ela mais ataques disso. rsrs Uma amiga minha, no entanto, achou esse o favorito dela. hahaha

  6. Eu já me senti bem Becky Bloom. Ano passado eu tava vendendo minhas canelas já… rs Minha irmã leu o livro, mas não li. Desisti de assistir o filme quando falaram que era meio misturado. Prefiro ler o livro primeiro.

    • Mel, eu me sinto Becky Bloom mtas vezes, viu? Mas eu me seguro quando faço as contas e sei que não dá mais pra comprar com o cartão (e mesmo se eu compro à vista, eu vejo se entra no orçamento). rsrs

      Aliás, bom tema, vou falar sobre isso na minha chocolateria mais tarde. hehehe

  7. Adoooooro Becky Bloom!!!!
    Li os 5 de uma vez só e não parei de rir em nenhum momento!
    Adoro como a Becky sempre consegue dar a volta por cima! (Mas me irrita um pouco o monte de mentiras que ela conta!)
    O Luke também é um fofo!
    Essa é uma série que toda garota deve ler…
    Beijos!

    • Também me irrita o fato de ela mentir tanto, Sabrina! Ainda vou apontar isso nas minhas resenhas. Apesar disso, parece q ela coloca a cabeça no lugar justamente na hora certa pra conseguir acertar as coisas. Pena q ela deixa pra resolver sempre quando o caldo está entornando, senao ela ia evitar mtos apuros. rsrs

      E adoro o Luke. *_* Nao parece, mas ele é um pouco manipulador, acho o par ideal da Becky, o único q sabe lidar com ela realmente.

      bjos!

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