Resenha: A Pirâmide Vermelha

Sabem aquele sentimento que desperta em nós quando olhamos para a capa de um livro ou lemos sua sinopse, aquele instinto que nos diz se devemos ou não ler aquela obra? Pois bem, eu deveria ter dado ouvidos ao meu em se tratando de A Pirâmide Vermelha e ter ficado longe da série dos deuses egípcios escrita por Rick Riordan.

O livro conta a história dos irmãos Kane, que vivem separados desde a morte de sua mãe. Sadie mora em Londres com seus avós, e Carter viaja o mundo com seu pai. Durante a visita anual à Sadie, o pai das crianças os leva ao British Museum, onde seu experimento de libertar Osiris saí um pouco do planejado e ele desaparece. Com isso as crianças embarcam em uma perigosa jornada para salvar o pai, na qual descobrem que os deuses egípcios estão despertando, e que Set – um dos piores – planeja destruir o mundo.

Durante a leitura, eu tentei e tentei descobrir porque não estava me prendendo, mas sem muito sucesso. Afinal, é um livro cheio de mistérios, muita aventura e a narrativa é frenética e cheia de descrições que torna possível para o leitor criar um mini filme em sua mente. O que deu errado então? Um dos fatores foram as semelhanças com suas outras obras. Mistério de família, um dos pais é sequestrado, jornada para salvá-lo, deuses aparecendo no meio do caminho… parece familiar? A principal diferença no entanto, é que enquanto Percy (e por que não dizer Jason também?) tem um carisma inigualável, Carter e Sadie simplesmente estão lá, e eu não conseguia me importar com o destino deles. Outra desvantagem de A Pirâmide Vermelha é a quantidade de informações que recebemos: no final do livro eu não conseguia me lembrar de metade dos nomes ou feitiços. Não me entendam mal: a história é demasiadamente interessante, mas infelizmente ela caiu na “mesmice”. E se Rick Riordan não consegue fazer com que eu me interesse pelos deuses do Egito, eu acredito que ninguém mais consiga.

Ficha Técnica

Título: A Pirâmide Vermelha (The Red Pyramid)
Autor: Rick Riordan (Tradução de Debora Ísidoro)
Editora: Hyperion Books (EUA), Intrínseca (Brasil)
Páginas: 528
Avaliação: 2/5 estrelas

16 respostas em “Resenha: A Pirâmide Vermelha

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  2. Que tristeza, Parceirinha…

    Eu li Percy (finalmente né?! hahaha mas eu estava esperando aparecer de novo a promoção do Submarino, comprei todos os 6 por 100 reais), enfim, eu li Percy, todos os livros, em menos de um mÊs, e fiquei completamente envolvida. Vi esse dos deuses egípcios, já peguei na mão, e já pensei em comprar. Mas agora que li sua resenha, acho que vou tentar mesmo achar em biblioteca ou emprestado… A história de Percy Jackson me cativou principalmente porque a narrativa do Percy é sensacional, e você gosta dele e se importa logo nas primeiras páginas.

    A resenha tá ótima. Eu sou uma preguiçosa e desleixada, que passa e comenta pouco nos blogs de vocês, mas está lindo, meninas! Parabéns!!! =)

    Beijos

    • Na primeira vez que li Percy eu também não curti muito, mas eu tava com expectativas muito altas. Quando dei uma segunda chance foi que realmente me apaixonei. Mas A Pirâmide Vermelha… não sei, foi uma decepção total mesmo.

      Awww Parceirinha, obrigada! Vê se comenta sempre que ler hein hehehe!

  3. Concordo com a Mi. rsrs Não adianta a gente ler Percy Jackson ou as Crônicas de Kane e tentar ver um Harry Potter. Já vi mais de uma pessoa fazendo isso e se desapontando.

    Eu ainda não li A pirâmide vermelha, mas meu sobrinho está devorando o livro – ele tem 11 anos – e acho que ele está gostando bastante, levando em consideração que em poucos dias ele já passou da página 300. rsrs

    Simplesmente acho que algumas séries ñ conseguem cativar a gente e infelizmente isso aconteceu com vc em A pirâmide vermelha. ^^

    Não sei como vai ser comigo, mas bem… Se acontecer o mesmo, dou o livro pro Felipe e ele começa a colecionar.😄 hahah

    Bjos bjos!

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  5. Sério que você não gostou, Ily?
    Eu gostei, mas concordo que é beeeem parecido com Percy Jackson… Confesso que isso me “enjoou” um pouco, sabe? Tanto que eu não recomendo emendar uma série na outra!
    Mas achei bem divertido e ajudou a “desanuviar” a cabeça!😉
    Vamos ver como será a continuação, né?
    Beijos!

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