Meu autor de cabeceira: Alexandre Dumas

Hoje quero falar de um autor que entrou para o hall da minha cabeceira por acaso: Alexandre Dumas. Quando eu estava no segundo ano do colegial (atual Ensino Médio), uma amiga me emprestou ‘O conde de Monte Cristo’, da coleção ‘Clássicos da Literatura Juvenil’, Editora Abril Cultural. Eu adorei o livro e fiquei anos procurando por essa edição, até que o encontrei em uma banca de jornal, acredito que em 2005, 2006.

Alexandre Dumas nasceu em Villers-Cotterêts, 24 de julho de 1802 e morreu em Puys, 5 de dezembro de 1870. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Nasceu na região de Aisne, próximo a Paris. Era neto de um marquês e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época.

Em Paris, Dumas escrevia artigos para revistas e também peças de teatro, alcançando sucesso logo em sua primeira peça em 1829, Henrique III e sua Corte. O sucesso se repetiu no ano seguinte com a peça Christine. Assim, ele tornou-se financeiramente capaz de trabalhar como escritor em tempo integral.

Após a revolução de 1830 da qual participou, Dumas ganhou mais destaque com sua carreira de escritor e passou a se dedicar aos romances. Ele aproveitou a demanda dos jornais dos jornais por romances seriados e reescreveu uma de suas peças para criar sua primeira série em romance, intitulada “O Capitão Paulo” (em francês Le Capitaine Paul).

Alexandre Dumas escrevia romances de capa-espada e crônicas históricas. Suas obras:

  • O Conde de Monte Cristo
  • Os Irmãos Corsos

Os romances de D’Artagnan:

  • Os Três Mosqueteiros (Les Trois Mousquetaires, 1844)
  • Vinte anos depois (Vingt Ans Après, 1845)
  • O Visconde de Bragelonne (Le Vicomte de Bragelonne, ou Dix ans plus tard, 1847) – (do qual faz parte O Homem Com a Máscara de Ferro)

Os romances Valois:

  • A Rainha Margot (1845)
  • A Dama de Monsoreau (1846)
  • Os Quarenta e Cinco (1847)
  • Memórias de um Médico
  • Joseph Balsamo (1849)
  • O Colar da Rainha (1850)
  • Ange Pitou (1851)
  • A Condessa de Charny (1853)
  • O Cavaleiro da Casa Vermelha (1854)

Seu trabalho como escritor lhe rendeu muito dinheiro, porém Dumas vivia endividado por conta de seu alto gasto com mulheres e de seu estilo de vida extravagante, além das pessoas que se aproveitavam de sua generosidade.

Algumas curiosidades:

  • Mesmo casado, continuou a manter casos extra-conjugais, sendo pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um deles recebeu o seu nome e seguiu seus passos como novelista e escritor de peças teatrais. Devido ao mesmo nome e mesma profissão, para distinguir um do outro, um é chamado Alexandre Dumas pai (em francês, Alexandre Dumas, père) e o outro Alexandre Dumas, filho (Alexandre Dumas, fils).
  • Apesar do sucesso, Alexandre Dumas sofria de racismo por ser mulato.
  • Alexandre Dumas recebeu reconhecimento póstumo em 2002. Sob as ordens do presidente francês Jacques Chirac, seu corpo foi exumado e, numa cerimónia televisiva, seu novo caixão, carregado por quatro homens vestidos como os mosqueteiros Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan, foi transportado em procissão solene até o Panteão de Paris, o grande mausoléu onde grandes filósofos e escritores da França estão sepultados.
  • A honraria reconheceu que, apesar de a França ter produzido vários grandes escritores, nenhum deles foi tão lido quanto Alexandre Dumas. Suas histórias foram traduzidas em quase 100 idiomas, e inspiraram mais de 200 filmes.

14 respostas em “Meu autor de cabeceira: Alexandre Dumas

  1. O filho dele escreveu A dama das camélias, que é uma das histórias mais lindas que conheço.😄
    E eu adoro D’Artagnan e os três mosqueteiros.

  2. Acredita que eu nunca li nada dele? Hahaha!
    Mas fiquei interessada, porque eu estou fazendo curso de francês… Quem sabe um dia eu não leia os livros dele nessa língua? rs

    • Olha, aí já não sei, por causa do grau de dificuldade. hahaha Mas em todo o caso, mesmo em ingles eu sou mto lerda pra ler qualquer coisa. rsrs

      Começa pel’O conde de Monte Cristo, acho que vc vai gostar.

  3. O Conde de Monte Cristo é um dos meus filmes preferidos e desde que o assisti, sou louca pra ler a obra porque deve ser infinitamente melhor que o filme. Um dia eu chego lá hahaha!

    • O filme é diferente do livro e sinceramente eu gostei mais do livro (mas é porque não gosto de uma das personagens hahaha). Acho que vc vai gostar, Ily!

  4. Gente, os três mosqueteiros é a coisa mais linda que tem. Sem contar que o Homem da Máscara de Ferro é uma das histórias mais tristes de todos os tempos.

    • Eu li Os três Mosqueteiros e também adorei! Achei a história triste também. Ainda não li O homem da máscara de ferro, acredita? Vou procurar por aqui. rsrs

  5. Sou louca pra ler alguma coisa dele! Já li várias adaptações de Os três mosqueteiros, mas nunca o livro integral mesmo! Tá na lista, com certeza!
    Natália Maia – viciadasemlivros.wordpress.com

  6. Lucy, gostaria de saber quais os versos que o livro A Dama de Monsoreau, crítica a Igreja Católica, ao ponto de ser incluído no Índex. Não tenho o livro, mas preciso dessas informações, para fazer uma análise dessa condenação. Vc pode me ajudar? Mande vários trechos do livro que Alexandre critíca a mesma igreja. Mande para o meu e-mail.

    • Oi, Paulo!
      Infelizmente eu também não tenho esse livro, nem li a obra. Porém, acedito que vc consiga o download dele em algum site. Uma busca no google talvez o ajude.
      bjs

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