Resenha: Anna e o Beijo Francês

“Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?”- Fonte

Anna e o Beijo Francês é um daqueles livros pelos quais você não dá nada ao vê-lo na livraria. Diversas vezes passei por ele  e o ignorei solenemente, pensando que fosse mais um daqueles livros bobinhos – e talvez ele seja, para muitas pessoas. Até que John Green o recomendou em um de seus vídeos, dizendo que leu muito rápido e que era muito bom. Meus preconceitos com relação ao título e à capa do livro desapareceram, porque se você não pode confiar em John Green para indicação de bons livros YA, você não pode confiar em ninguém.  Então foi sabendo que apesar de meus receios, Anna e o Beijo Francês seria uma leitura agradável, que eu finalmente o peguei na livraria e comecei a ler.

Confesso que não me decepcionei. Anna é uma adolescente normal: ela tem dificuldade em algumas matérias, pretende ir pra faculdade, gosta de garotos mas não os entende, e sente falta de sua família apesar de seu relacionamento com eles – especialmente com seu pai – ser meio turbulento. Quando ela se vê sozinha em Paris, Anna não se torna a borboleta que sai voando e aproveitando cada aspecto da Cidade Luz; pelo contrário, ela tem medo de enfrentar aquela cidade estranha, com a língua estranha que ela não fala, e se sente um peixe completamente fora d’água, se jogando de cabeça no que lhe é familiar.

Mas logo Anna faz amigos, e entre eles está Étienne St. Clair, um garoto americano, criado na Inglaterra e cujo pai é francês. Anna se encanta por Étienne – apesar dele ser menor que ela – mas o garoto tem namorada, e Anna tem Toph – que não é seu namorado mas poderia ter sido se ela tivesse ficado em Atlanta. À medida que seu ano em Paris vai passando, Étienne se transforma no melhor amigo de Anna, e ela tem que esconder seus sentimentos por ele com medo de perder sua amizade.

Bem-humorado, perspicaz e envolvente, Anna e o Beijo Francês te deixará cativado do começo ao fim, grudado em suas páginas torcendo para que Anna e Étienne finalmente se beijem, e com vontade de pegar o primeiro avião para a França.

A boa notícia para aqueles que ficaram com gostinho de quero mais após a leitura de Anna e o Beijo Francês é que Stephanie Perkins lançará dois companion books: Lola and the Boy Next Door (com lançamento dia 29 desse mês nos Estados Unidos), e Isla and the Happily Ever After, marcado para sair na Terra do Tio Sam no Outono de 2012, e embora as histórias sejam focadas nas personagens dos títulos, é possível que Anna, Étienne ou outros personagens pelos quais nos encantamos em Anna e o Beijo Francês apareçam.

Ficha Técnica
Título: Anna e o Beijo Francês
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Classificação: 15 estrelas

15 respostas em “Resenha: Anna e o Beijo Francês

  1. Acho que eu preciso ler o Jonh Green antes para dar o crédito merecido às indicações dele… rsrs Com certeza eu também passaria direto por esse livro, ainda mais que sou meio avessa a romance. Mas as suas resenhas dão vontade de ler!

    • Era o que eu pensava também Parceira, mas apesar de ter sim romance, ele é apenas um dos fatores principais. I mean, o St. Clair não é 100% do mundo da Anna, não é tudo que ela pensa, nem o único interesse dela. E tem a cidade também, a cada vez que ela descobre um pedacinho de Paris te dá vontade de sair e ir pra lá o mais rápido possível. Sabe como em Harry Potter nós somos transportados para Hogwarts e parece que estamos lá? Aqui a Stephanie faz a mesma coisa: eu erguia os olhos do livro e meio que me pegava assustada em estar em New York e não em Paris, porque ela realmente me transportou para o Pantheon, o Rio Sena, a Catedral de Notre Dame… recomendo MUITO, entrou para a lista dos meus favoritos!

      • Poxa, isso é bem interessante, Parceira. Quando um autor consegue te transportar para algum lugar. Eu admiro, porque é um trabalho ou de muita imaginação ou de muita pesquisa e cuidado no caso de um lugar real, e as duas coisas são dignas de nota. =)

  2. Esse era um livro que provavelmente eu não iria ler.
    Mas aí várias pessoas começaram a falar bem dele… Quando teve uma promoção na Saraiva, não deu outra: comprei!
    E quando você começou a falar bem dele.. Ele virou o primeiro da minha lista de leituras hahaha!
    Eu AMEI, AMEI, AMEI o livro. Primeiro: ele me transportou completamente para a França! E como eu provavelmente irei para lá, eu entrei na história e me imaginei nela! Bem, mas eu já começo com uma diferença: pelo menos eu sei falar alguma coisa em francês!
    E o Étienne? Nossa, SUPER FOFO! E eu gostei muito de como a história foi desenvolvida… Ainda mais porque realmente houve uma passagem de tempo, o que às vezes é dificíl de acontecer em livros do gênero. Tem livros que acontecem mil coisas em uma semana!
    Adorei, um dos meus favoritos, e com certeza lerei mais livros da autora!

    • Pra você ter ideia do tanto que eu amei, eu terminei de ler quando tava visitando NY com minha irmã; comprei outro livro que lia durante o dia no metrô ou nos parques, e à noite quando chegávamos no hotel, eu relia Anna. Assim, uma vez emendada na outra, e quando terminei pela segunda vez, continuei querendo mais… E eu imagino como você deve ter se sentido, Lany e pelo menos a vantagem de se virar no francês você vai ter haha.

      Eu levantava os olhos do livro e esperava me encontrar na frente do Pantheon ou em um dos bistrôs à beira do Sena hahaha

  3. Gente, eu NUNCA pegaria esse livro pa ler. Juro. Na verdade eu passo longe. Mas depois dessa resenha, eu fiquei com MUITA vontade de ler!!!!! Sério. Entrou pra lista.

    Ily, você sempre me faz gastar dinheiro que eu não devia! hahahahaha

    • Exatamente o meu caso, Mel… se não fosse a recomendação do John Green, eu teria continuado passando reto por ele na livraria e até meio que torcendo o nariz. Mas realmente vale a pena, a narrativa da Perkins é cativante e divertida!

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  11. quando eu comeei a ler, juro que não consegui parar haushuas li em sete horas *-* quando eu terminei eu percebi que Anna tinha se tornado parte de mim durante essas hrs e eu acho que estou apaixonada por St. Clair!! kkk

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