Livros de terror – algumas recomendações

Olá! Hoje é Dia das bruxas e queria fazer um post diferente, falando de literatura de terror (horror), algo bem assustador para animar a rodinha de amigos em uma noite fria como será a de hoje (aqui em São Paulo, pelo menos. rsrs).

Bem, eu acho difícil falar de terror e não lembrar dos clássicos, então o primeiro autor que recomendo é o Edgar Allan Poe, usando o terror psicológico e com seus personagens geralmente cometendo atos infamos ou sofrendo de algum tipo de doença. Destaque para Assassinatos na Rua Morgue, O Corvo e A carta roubada. Não sou mestra em falar desse autor, mas Edgar Allan Poe serviu de inspiração para outros autores, inclusive Sir Arthur Conan Doyle e o nosso querido Sherlock Holmes.

Partindo para o lado ainda mais “fantasioso” do terror, por assim dizer, podemos citar também outros clássicos como Drácula, de Bram Stoker e Frankenstein, de Mary Shelley e a Volta do parafuso, de Henry James (olha a coincidência, visitei uma amiga esse domingo e este livro estava lá. Será um sinal?).

Atualmente eu considero de maior destaque para estórias de terror o autor Stephen King (não estou puxando o saco). A Mi já falou sobre ele aqui e só quero enfatizar que se você quer sentir adrenalina e calafrios em uma leitura, procure pelo sr King como companhia, não vai se arrepender. Como recomendação, comecem por Carrie. O iluminado e A coisa já são mais… assustadores. hehehe

Ainda há outras obras de terror, mas vou ficando por aqui. Não vou entrar no quesito vampiros ou bruxas – embora hoje seja o dia das bruxas – porque não lembro de nada que envolva bruxaria que seja tão assustador. Claro, recomendo As brumas de Avalon e no topo da lista Harry Potter (em tempo: hoje é Potter day!!!)

Alguma recomendação para livros de terror?

Anúncios

Resenha: Casa Glass

Algumas pessoas haviam me falado muito bem da série Os Vampiros de Morganville, da Rachel Caine. Com a autora veio para a  Bienal do Livro no Rio de Janeiro (que eu comentarei futuramente em um outro post), resolvi dar uma chance e começar a ler a série. Eu sei, romances com vampiros já estão mais do que saturados. Mas eu não consigo resistir: adoro romances sobrenaturais!

Bem vindo a Morganville, Texas. Apenas não fique fora após o escuro!

Resenha: O Poder dos Seis


ATENÇÃO: Essa resenha contém spoilers de Eu Sou o Número Quatro (resenha aqui), primeiro livro da série Os Legados de Lórien.

Ficha Técnica:

Título: O Poder dos Seis (The Power of Six – Legados de Lórien #2)
Autor: Pittacus Lore
Editora: Harper Collins (EUA), Intrínseca (Brasil)
Páginas: 406
Avaliação: 3/5 estrelas

Eu o vi nos jornais. Segui as histórias sobre o que aconteceu em Ohio. John Smith, por aí, fugindo. Para o mundo, ele é um mistério. Mas para mim… ele é um de nós. Nove de nós viemos pra cá, mas às vezes eu me pergunto se o tempo nos mudou – se todos nós ainda acreditamos em nossa missão. Como posso saber? Ainda há seis de nós. Estamos nos escondendo, nos misturando, evitando contato uns com os outros… mas nossos Legados se desenvolvem, e logo estaremos prontos para lutar. Seria John o Número Quatro, e seu aparecimento o sinal pelo qual estive esperando? E Números Cinco e Seis? A garota dos cabelos pretos com olhos tempestuosos dos meus sonhos seria um deles? A garota com poderes além do que eu posso imaginar? A garota que pode ser forte o suficiente para nos unir? Eles pegaram o Número Um na Malásia. Número Dois na Inglaterra. E o Número Três no Kenya. Tentaram pegar o Número Quatro em Ohio – e falharam. Eu sou a Número Sete. Uma de seis que ainda estão vivos. E eu estou pronta para lutar. Fonte, tradução livre.

Don’t worry, Four. Things are happening for a reason

Meu autor de cabeceira: Marian Keyes

Marian Keyes. Só com isso já veio o nome de algumas comidas à cabeça? Sushi, Melancia… Se pensou isso, pensou certo! Estou falando da escritora irlandesa que já ganhou prêmios de literatura em sua terra natal e teve seus quinze romance traduzidos para 33 (isso mesmo, 33!) idiomas diferentes. A autora best-seller nasceu no dia 10 de Setembro de 1963 em Limerick, cresceu em Monkstown e obteve um diploma em Direito pela Dublin University. Infeliz com a profissão, mudou-se para Londres onde foi garçonete e também trabalhou em alguns escritórios. Continuar lendo

Queridinho do Mês: Peeta Mellark

Olá pessoal! É com grande prazer que venho hoje estrear nossa nova coluna mensal, Queridinho do Mês, na qual falaremos um pouco sobre nossos personagens preferidos. Foi um tanto quanto complicado escolher quem teria a honra de estar no primeiro post da coluna, mas depois de muitas considerações, tive que ficar com Peeta Mellark de Jogos Vorazes, meu crush literário de quase um ano.

Vale lembrar que essa coluna contém spoilers dos três livros da série Jogos Vorazes (resenhas aqui).

I don’t wanna lose the boy with the bread

Para entender a história de Peeta é necessário entender o mundo criado por Suzanne Collins. Basicamente o mundo foi destruído e o que sobrou da América do Norte é hoje o país chamado Panem, governado pelo tirano presidente Snow. Existem 12 distritos que são escravizados pela Capital. Há muito tempo, o Distrito 13 se rebelou contra a Capital e – teoricamente – foi destruído. Para colocar os distritos em seus devidos lugares, a Capital criou os Jogos Vorazes: duas crianças de cada distrito são enviadas todo ano até uma arena, onde eles têm que enfrentar diversos perigos, e somente uma pessoa pode sobreviver. Peeta é um dos escolhidos para representar o Distrito 12 no primeiro livro da trilogia, ao lado de Katniss, a narradora do livro. Como as coisas nunca podem ser fáceis, é óbvio que os dois têm história, o que para ele significa estar apaixonado por Katniss, e para ela, significa que Peeta é o garoto do pão, o garoto que inconscientemente a fez sentir esperança novamente, erguer a cabeça e se tornar a pessoa que é.

Olhando superficialmente, muitas pessoas acreditam que ele não é nada além de um bobo apaixonado, mas existe muito mais em Peeta Mellark do que seu amor por Katniss. Ele é extremamente esperto, conseguindo criar estratégias juntamente com Haymitch para dar mais uma chance para Katniss sobreviver aos jogos – porque Peeta não acredita que ele vá sair de lá vivo. Peeta também é arrojado, tendo declarado seu amor por Katniss em rede nacional, o que nos leva à duas outras características dele: lealdade e altruísmo. Ele não mede esforços para preservar a vida de Katniss, para dar a ela alguma vantagem, mesmo sabendo que isso significa sua morte. Além disso, Peeta consegue entender logo no início o que os Jogos Vorazes significam, conceito que Katniss levou praticamente a série toda para compreender.

Eu não quero ser apenas um peão nos seus Jogos,” ele diz. Infelizmente entre o segundo e terceiro livros, é exatamente nisso que a Capital o transforma: um peão cujas memórias foram alteradas, uma máquina programada para matar Katniss, desprovida de sentimentos nobres que estiveram lá anteriormente. A lavagem cerebral pela qual Peeta passou nos faz simpatizar ainda mais com o personagem, mesmo que ela o tenha feito esquecer todos os sentimentos que ele nutria por Katniss. E a garota em chamas sente isso; ela lamenta não ter dado valor à Peeta enquanto ela o tinha, aos seus abraços firmes, à sua estabilidade, seu amor incondicional. Mas a Capital tirou tudo isso dele, transformando-o em um maníaco homicida que não sabe distinguir o que é real do que é falso, e talvez essas tenham sido as páginas mais difíceis de serem lidas. Porque nelas não estava o Peeta que decora bolos, o Peeta que pinta os horrores que viveu na arena; nela estava o Peeta tentando descobrir quem é, descobrir o que sente, e a grande ironia de Collins: Peeta, o garoto que é feito de bondade, tentando descobrir que não é uma má pessoa.

No final de Mockingjay, fica claro que Peeta não tem o fogo que domina Katniss e Gale, e é isso que o torna tão especial. É sua bondade, seu altruísmo, seu amor incondicional que nem a Capital conseguiu apagar completamente que fazem com que Peeta seja quem ele é. Peeta é mais uma vez, a esperança de Katniss, o que ela precisa para seguir em frente após todos os horrores vividos nas arenas e fora delas. Peeta é, afinal de contas, “o dente-de-leão na primavera” e é isso que o torna tão especial.

Ficha do Personagem
Nome: Peeta Mellark
Idade: 16 em Jogos Vorazes, 17 em Em Chamas e Mockingjay, 35+ no epílogo
Armas: Faca, Camuflagem, palavras
Descrição Física: loiro, olhos azuis, altura mediana, forte.
Hobbies: Assar, pintar, decorar bolos.
Curiosidade: Sua cor favorita é laranja, como o pôr do sol.
Nas telas: Josh Hutcherson interpreta Peeta Mellark na adaptação de Jogos Vorazes que chega aos cinemas em 2012.