TOP TEN TUESDAY: Dez livros que li e que saem da minha zona de conforto.

Olá!!! Essa semana iniciaremos aqui uma nova coluna, a TOP TEN TUESDAY!  

Ideia original do The broke and the bookish , onde toda terça feira é postada uma lista já previamente concebida por esse blog. Espero que gostem.

Ten Books That I Read That Were Outside Of My Comfort Zone (whether you liked them or not)

Minha zona de conforto é, basicamente, Stephen King, fantasia e romance histórico. Qualquer leitura dentro disso, por pior que seja, será um caminho seguro e sem grandes surpresas, onde vou me sentir confortável. No entanto nunca tive problemas em sair da zona de conforto e procurar estradas nunca antes percorridas. Até gosto disso. Algumas vezes as experiências são fantásticas, outras vezes são um desastre. Alguns livros me marcaram mais que outros e são esses livros que colocarei nessa lista.

1. SAGA CREPÚSCULO, de Stephenie Meyer. Ah, as coisas que eu faço por amor aos meus alunos… Odeio romance. Mulheres submissas vão contra meus princípios. Vampiros que brilham no sol são um atentado terrorista!!!

 2. ASSOMBRO, de Chuck Palahniuk. Acho que é o único livro da lista que só está aqui por que foi um soco no estômago. O livro mais doido que já li na vida e, também, o que mais me incomodou. Ainda não o digeri completamente e acho que nunca conseguirei faze-lo. Também não sei se algum dia terei coragem de relê-lo.

3. CRÔNICA DE UM AMOR LOUCO, de Charles Bukowski. Foi meu primeiro Bukowski e o primeiro Bukowski é sempre inesquecível por que ele sai da zona de conforto de qualquer pessoa. Claro que Bukowski é igual tatuagem: depois do primeiro a gente sempre quer mais. Vicia. Hoje, até posso dizer que Bukowski se encontra na minha zona de conforto.

4. OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER, de Goethe. Que sofrimento!!! Eu já falei que ODEIO romance?  Especialmente quando eu não tenho livre arbítrio pra escolher não ler…

5. LET ME IN, de John Ajvide Lindqvist.  Eis um livro que comecei achando que não sairia da zona de conforto. Mas os temas ali abordados foram, deveras, perturbadores.

6. MEMNOCH, de Anne Rice. A primeira vez que sai da zona de conforto. Sem saber que sairia e pelas mãos de uma autora que, na época, era a minha zona de conforto.

7. CIDADE DE DEUS, de Paulo Lins. Foi um dos melhores livros que já li na vida. No entanto ele vai bem longe da minha zona de conforto pelo tema abordado. E pela maneira como o tema é abordado. No entanto o tema e maneira como este é abordado, somando ao excesso de violência ali apresentado é o que torna o livro genial, por mostrar uma realidade que a gente não quer ver.

8. O EXORCISTA, de William Peter Blatty. Acho que nem precisa comentar, né? Tudo bem que, supostamente, ele pertenceria à zona de conforto. Mas se realmente ficasse na zona de conforto, eu não teria problemas para dormir por uma semana.

9. A METAMORFOSE, de Franz Kafka. O cara vira uma barata. E não é fantasia. O livro é fantástico. Adorei. Mas, definitivamente, fora da minha zona de conforto.

10. A MORENINHA, de Joaquim Manoel de Macedo. Eis o motivo pelo qual odeio romance. Eis o motivo pelo qual acho errado obrigar alunos de ensino médio, que não tem maturidade para certas leituras, lerem certas obras da nossa literatura consagrada, fazendo com que as criaturinhas passem a odiar a nossa literatura. Felizmente não aconteceu comigo de todo, mas tenho verdadeira ALERGIA ao Romantismo. Há tantas maneiras de se trabalhar literatura e alguns professores sempre optam por aquela que é mais fácil para eles e mais complicada para os alunos. Seria isso por que as escolas colocam qualquer professor de língua, mesmo que a contragosto, para trabalhar com literatura? Eu fico só me perguntando…


18 respostas em “TOP TEN TUESDAY: Dez livros que li e que saem da minha zona de conforto.

    • Claro!!! Mas esteja preparada para ler algo diferente de tudo que tu já leu.😉
      E comece por crônica de um amor louco. Melhor começar pelos contos do que ir direto nos romances. Bukowski pode ser bem chocante na primeira vez.

      • Fiquei extremamente curiosa!!! Colocando esse livro na wishlist de Natal agora haha!

        Ah um livro que eu li na escola e que amei (aliás, o único… porque o resto eu só lia resumo mesmo, shame on me) foi Helena… hoje em dia não lembro a história muito bem, mas lembro que AMEI! Definitivamente saiu da minha zona de conforto na época hehe

      • Teve um livro do período romântico que gostei. O único. E do José de Alencar, ainda por cima: O tronco do ipê. Esse era tão bonitinho. Até vou ler de novo uma hora destas…
        Eu nunca li Helena. A fase romântica do Machadão só teve uma serventia pra mim: implicar com o Machadão. Tive uma experiência frustrada com Iaiá Garcia…

  1. Nossa, Mi, que coluna legal! Adorei o post!
    Eu diria que minha zona de conforto não é muito diferente da sua… hahahahaha! Exceto pela parte de romances históricos, e eu incluiria livros policiais também. E eu travo também em romances… e chick-lit, eu acabo largando um pouco o livro se aparecer algo mais interessante…
    Concordo plenamente sobre o que você falou da maneira que a nossa literatura é tratada na escola por alguns professores. Chega a ser um assassinato. Eu mesma detesto algumas coisas porque enfiaram aquilo na minha guela abaixo, quando eu só queria ler mesmo era Harry Potter, Agatha Christie e Stephen King. Blé.
    Mas eu adoro o Machadão mesmo assim! ^_^
    Agora me deu vontade de ler “O Exorcista”, se te deixou com tanto medo. E Kafka. C’mon, o cara virou uma barata, isso é no mínimo atraente.

    • Siiiiiiiiim!!! Atraente é a palavra. Essa foi a razão dele ter caído em minhas mãos.😄
      Se tu ler “O exorcista” e depois não dormir de noite, ficar xaropeando o Felipe, lembre-se: NÃO COLOQUE A CULPA EM MIM. Eu avisei que dá medo.
      Eu não consigo gostar do Machado. >.<" Não consigo mesmo. Ainda que eu entenda a importância de sua obra e bla bla bla… Eu adoro Lima Barreto.😄
      Sobre chick-lit… nhai, não rola. Não consigo mesmo.

      • Xaropeando o Felipe?! Menina, eu já falei do teu post e do livro pra ele, ele tá doido pra ler agora. Eu e ele temos essa coisinha em comum… fascinação por terror e coisas que deixem sem dormir de noite hahahaha😀
        Ah, puxa, sério que você não gosta do Machadão?! Poxa, que dó. Ele é um dos poucos que eu realmente gosto da seção “livros que temos que ler na escola”. Eu só acho que ele podia agitar mais as coisas… os livros dele ficam mais legais no final, o começo sempre é meio enrolação. Mas perae, o King também faz isso às vezes, então eu tenho um padrão, acho…

  2. Mi, adorei a coluna! A minha zona de conforto é completamente diferente da sua, já que eu adoro um romance e chick-lit hahaha!
    Desses livros da sua lista, eu li Twilight e também “A Moreninha”. Eu concordo com TUDO o que você falou sobre esse livro. Eu também sou contra obrigar alunos que não estão preparados a lerem esses livros consagrados da nossa literatura. Eu gosto do Romantismo, mas existem outros livros que eu tenho trauma até hoje…

    • Mas não é verdade? Que maturidade uma cria de 16 anos tem pra entender Machadão, por exemplo? Se ainda fossem os contos, mas não. Tem que meter Dom Casmurro goela abaixo… AFFE.
      ;-D

      • Acho que eu só gosto de Machadão porque eu li contos primeiro… depois Memórias… depois aí sim Dom Casmurro (e foi o que eu menos gostei dele, muito arrastado).

  3. A minha zona de conforto é fantasia, definitivamente. Tudo bem que me virou com fantasia/suspense, fantasia/terror até mesmo com ficção científica, mas se foi pro lado do horror (porque sim, sou uma pessoa facilmente impressionável) ou pro romance água com açúcar eu saio da zona fácil fácil.

    Outra zona de conforto são os livros que eu chamo de “triste, mas feliz” ou “feliz, mas triste” e nessa categoria eu coloco os John Green da vida, o “Nick e Nora”, “A hora do amor” e todos esses livros profundamente tristes e felizes ao mesmo tempo.

    Livros que me tiraram da zona de conforto que eu amei foram alguns livros que li por conta da faculdade, e eu alguns eu realmente gostei. Dentre eles algumas peças de teatro, principalmente, como “Look Back in Anger”, e alguns contos de pessoas como Margaret Laurence, Alice Munro… Nada a ver com o que gosto, mas gostei muito.

    • Fantasia é fantasia, não importa por qual caminho ela ande. Pelo menos eu penso assim.
      A minha lista out zona de conforto é bem maior. Tive que selecionar apenas alguns. Mas acho que teria livros para um top twenty.😄

      • Fora da minha zona de conforto está alguns livros como “Disgrace”, do Coetzee, memoriais de escritores africanos, relatos de guerra. Tudo que tem esse toque muito realista e narra realidades muito chocantes (como guerra, violência, estupro, injustiça) me deixam muito perturbada. Eu lembro que “Lord of the Flies” me deixou perturbada! Quando eu li esse do Coetzee então, nossa, eu achei que ia passar mal… muito chocante.

        Mi, eu tenho que pensar direitinho na minha lista. Tem muita coisa. Algumas me proporcionaram experiências maravilhosas, outras, alguns trauminhas liteários…

  4. A minha zona de conforto é simplesmente aventura/fantasia, policial e chick-lit. Dos que vc citou, eu li A metamorfose (me dava arrepios cada vez que ele se mexia com aquelas perninhas de barata) e A moreninha, que eu achei legal, porém bobinho. hauahua Cansa fácil. Concordo com o que vc falou sobre o ensino de literatura, é dureza.

    O que está fora da minha zona de conforto com certeza é terror e livros não-ficção ou ficção que mostram coisas chocantes que acontecem no mundo. rsrs

    Adorei, Mi! Ficou mto bom!
    bjos bjos

    • Lucy, o livro pra ti da minha lista, então, é Cidade de Deus.😉 Chocante, mas genial. Vale a pena abandonar a zona de conforto por ele.
      ARGH!!!! Essas perninhas me davam arrepios também. =P

      • Eu não do conta de ler um livro tipo “Cidade de Deus” não. É do tipo que eu vou passar mal depois de ler. Sério.

        Quanto ao ensino de literatura, nossa, é foda. Eu me lembro que amava ler e achava as aulas de literatura um porre, imagina então alguém que não gosta? Eu acho que tacar os clássicos da literatura brasileira nos meninos é uma idéia ridícula. Tudo bem que os clássicos têm que entrar no currículo, mas antes vale a pena ler um livro relacionado ao tema que seja best-seller, que seja pop. Eu acho que até Crepúsculo é válido nessas horas.

        Imagina que legal assistir Moulin Rouge pra depois ler “Lucíola”? Dá pra discutir e despertar o interesse de muita gente!

      • Exatamente, a abordagem muda tudo. Mas, não sei qual a realidade dos outros estados, por aqui colocam qualquer um pra dar literatura. Tu é professor de língua, tem literatura no curriculo, então tu é obrigado a trabalhar com a disciplina. ¬¬” Daí dá no que dá, né? O cara não lê, odeia literatura e tá trabalhando com literatura. Resultado?
        É uma pena.
        Mel, tu vai passar mal depois de ler Cidade de Deus. FATO.😄

      • Mi, aqui em Minas não diferente não. Qualquer professor de língua pode dar aula de literatua também, mas o fardo cai mesmo é nos professores de português. Muitos deles infelizmente também não lêem e não gostam de dar aula de literatura. Eles gostam é de redação, interpretação de texto. Pode culpar? É a especialização da pessoa, né?

        Pior é quando a aula de literatura é usada pra encobrir outras coisas. Tipo: “estamos atrasados em matemática/biologia/educação física, então hoje vocês não vão ter literatura, okay?”. Isso diz muita a coisa a respeito de como os professores e a matéria é encarada na escola, né?

        Mi, eu não tive coragem de assistir o filme pra vc ter noção. Eu sou fraquinha fraquinha com essas coisas. Passei mal lendo “1984” e “Disgrace”, se eu ler um troço desse eu não sei se sobrevivo.

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