Queridinho do mês: Sherlock Holmes

Terminando o ano com chave de ouro e apresentando o Queridinho do mês antes tarde do que nunca (risos), não poderia falar de outro personagem que não fosse Sherlock Holmes.

Desde criança eu me interesso pelas histórias do famoso detetive. Criado por Sir Arthur Conan Doyle, ganhou vida na Beeton’s Christmas Annual, no romance Um estudo em vermelho (A study in scarlet) em 1887. Holmes foi inspirado em Edgar Alan Poe e  Monsieur Dupin e também no Dr. Joseph Bell, que tinha tanto as características físicas de Holmes (“tinha muito mais de um metro e oitenta de altura, e era tão excessivamente magro que parecia muito mais alto. Seus olhos eram agudos e penetrantes (…), e o nariz fino de águia dava a todo seu semblante um ar de vivacidade e decisão. O queixo tinha o formato proeminente e quadrado, que marca o homem de determinação.” – Um estudo em vermelho) quanto o poder de dedução.

Sherlock Holmes é um personagem tão complexo, que até hoje é objeto de estudo. É o personagem fictício que mais teve adaptações, teatrais ou cinematográficas, e que popularizou o gênero do conto e do romance policial no mundo. Ouso dizer que Sherlock Holmes está para o gênero policial como Harry Potter está para a fantasia.

Para terem ideia da popularidade do grande detetive, muitas pessoas acreditavam que Holmes realmente existia e residia em 221B, Baker Street, tanto que mandavam até cartas para lá. A frase mais famosa, “Elementar, meu caro Watson”, porém, nunca foi usada nas histórias de Doyle. Ela foi criada em uma adaptação teatral das aventuras do detetive e acabou virando praticamente um “slogan” de Sherlock Holmes.

Holmes é um personagem que tem que manter sua mente focada 100% na solução de um caso, tanto que nos casos mais complexos ele negligencia sua saúde, ficando dias sem comer ou dormir. Por outro lado, quando está sem trabalho, cai em depressão profunda, se recusando a sair da cama por dias e ainda autoinjetando alguma droga (se bem me lembro, ópio e cocaína eram as preferidas, para desespero de Watson).

Apesar de seu conhecimento vasto, Holmes faz questão de ignorar as informações que não são pertinentes ao seu trabalho, como por exemplo o fato de que a Terra gira em torno do Sol. “— Que importância tem para mim? — interrompeu-me ele com impaciência. — Você diz que giramos em torno do Sol. Se girássemos em volta da Lua, isso não faria a menor diferença para o meu trabalho” (Um estudo em vermelho). Tinha como hobby o violino e por vezes experiências químicas (que também auxiliava em alguns casos).

Um ponto negativo de Holmes é o fato de ele desprezar as mulheres. Sempre mostrou descrédito e desgosto pelas mulheres e pelo casamento, tanto que nunca se apaixonou. Extremamente machista, sempre subestimou as mulheres até o caso Um escândalo na Boêmia, quando encontramos Irene Adler – conhecida como “a mulher”, a única mulher que o derrotou e com isso conquistou o respeito e a estima dele.

Extremamente detalhista, vê em algo que consideraríamos insignificante uma das principais pistas para determinado caso. Seu método consiste em coletar todas as informações possíveis e inimagináveis para em seguida formular teorias e hipóteses, ponderando sobre os detalhes mais importantes de um caso. Seu senso de observação e dedução só era superado pelo irmão mais velho, Mycroft, embora ele seja preguiçoso demais para ir aos locais de investigação quando faltam fatos.

 Prof. James Moriarty

Sherlock Holmes foi um fenômeno tão grande que começou a obscurecer outras obras de Sir Arthur, além de tomar muito o tempo do autor, que queria criar novas histórias. Então, o autor resolveu matar o detetive em 1893, na aventura “O problema final”, em que Sherlock Holmes enfrenta seu arqui-inimigo, o professor James Moriarty. Bem, o público não gostou nada e se revoltou. Os protestos foram tão fortes, que Sir Arthur decidiu revivê-lo em 1903 na “A aventura da casa vazia”, na qual vemos um Sherlock Holmes três anos após o evento das Cataratas de Reichenbach aparecer diante de Watson novamente. Após seu retorno, Holmes ainda trabalhou como detetive-consultor por mais nove anos, se aposentado e indo morar em Sussex.

Sherlock Holmes em outras mídias:

Sherlock, série da BBC em que mostra Holmes e Watson nos dias atuais

Como eu disse, Sherlock Holmes já foi adaptado em peças teatrais, cinema e até quadrinhos (e outros autores também já escreveram sobre ele, como Jo Soares e “O xangô de Baker Street”). Dessas adaptações, eu dou destaque para O enigma da pirâmide (1985), a série da BBC Sherlock (2010) (Sherlock Holmes nos tempos atuais, com adaptação próxima ao cânone sherlockiano) e os filmes de Guy Ritchie, Sherlock Holmes (2009) e Sherlock Holmes – A game of shadows, que será lançado no Brasil em janeiro.

Os respectivos trailers:

O trailer de Enigma da pirâmide pode ser visto aqui. Por algum motivo, desativaram o compartilhamento. (mas tudo bem).

Eu sei que o texto ficou grande demais, mas acreditem, não falei nem metade sobre esse personagem fantástico. Para quem tiver curiosidade, sugiro as seguintes referências:

Site do Sherlock Holmes Museum, em Londres

Sherlock Holmes Brasil (o mais completo que encontrei até agora!)

11 respostas em “Queridinho do mês: Sherlock Holmes

  1. SHERLOCK!!! Luuu, você sabe que eu tentei ler os livros dele (comprei as obras completas numa promoção, ainda não cheguei nas aventuras, mas já li dois livros – mas ele não me agradou muito. Assim, não tem nem como gostar dele metade do que você gosta né porque desde que eu te conheço, Sherlock sempre foi seu preferido. Mas devo dizer que fiquei completamente APAIXONADA pela série da BBC, e não vejo a hora de poder assistir à segunda temporada! Outra coisa que eu acho interessante é o fato dele ter matado o Sherlock e depois voltado com ele, e pelo que você me contou uma vez ficou bem plausível. Só mostra mesmo o quanto ele é querido pelos leitores!

    • Não tinha como falar de outro personagem! hahaha Pior foi eu ter demorado pra postar, mais pq eu tentava resumir tudo e não conseguia! >.<
      Os livros podem ser bem cansativos, pq são mto descritivos e detalhados, então é normal não gostar tanto. rsrs Eu ñ sei pq ele me cativou tanto, mas qdo era adolescente, eu não via a hora de pegar outro na biblioteca (detalhe: era uma amiga minha q pegava, pq era mto longe de casa e eu ñ pegava onibus sozinha naquela época rs). Qdo li "O problema final" eu simplesmente ñ conseguia acreditar q ele tivesse morrido mesmo hahaha. Aí minha amiga trouxe A volta de Sherlock Holmes e eu fiquei aliviada.

      Ah, a volta dele não é q nem fanfic nem quadrinhos, não! rsrs Ele volta em grande estilo! rsrs

      Agora, série da BBC chega a ser melhor que o filme atual. rsrs Pq o Holmes é mais parecido com o que eu imaginava, assim como o Watson. O fato de Watson ter ido ao Afeganistao fez sentido, além das semelhanças dos episódios com alguns casos dos livros. Quem criou essa série foi brilhante! Também não vejo a hora da segunda temporada (demorou!) rsrs

      E minha resposta vai ser maior que o post! hahahah

      • Então, eu não sei o que é porque não tenho problemas com livros detalhistas. I mean, Senhor dos Anéis está dentre meus favoritos, e A Song of Ice and Fire não é nada se não cheio de detalhes. Mas eles envolvem fantasia, então pode ser isso. Vai saber. Eu AMO a série da BBC haha queria ver como uma fã de Sherlock iria reagir, mas que bom que você gosta também! Já assisti umas 3 vezes hehe, não canso! E aquela abertura, aahhhh AMO a música!

    • Eu ficaria decepcionada se o Sherlock não tivesse as características da personalidade. Acho que por isso perdoei um pouco esse novo filme. O Robert D. Jr soube fazer um Holmes arrogante, mas não parecia o Sherlock q eu queria, já o ator da série, faz um Holmes com primor: além de arrogante, sério e centrado em seu trabalho. A veia cômica vem um pouco da sexualidade dele (que na verdade mtos acreditam que ele e Watson tinham um caso, mas Holmes sempre foi assexuado e Watson casou umas duas vezes e sempre pareceu gostar mto de mulheres rsrs) e tb das participações de Watson e algumas trapalhadas. Gosto mto das participações do Mycroft também. rsrs

  2. Ficou lindo, Lucy!!! Adoro o Sherlock!!! E o Dr. Watson (especialmente qdo ele é o Jude Law com aquele bigodinho *__*). Obrigada por ter me salvado. S2
    bjks

    • Hahaha! Sabe q eu acho que se tirasse o bigodinho do Jude Law e pintasse o cabelo, ele daria um Sherlock mais do jeito q imaginei do que o Robert D. Junior? rsrs Ainda por cima q ele tem O sotaque!

      Eu tb adoro o Watson, às vezes acho ele um pouco puxa-saco DEMAIS, mas acho que a admiração q ele tinha por Holmes demonstrava uma amizade desmedida, talvez uma que ele quisesse ter tido com o irmão mais velho e não teve. rsrs

      Imagina, Mi! E olha que eu quase nao consigo também. Bjos bjos! =^.^=

      • Vc deveria tentar a visão brasileira do Sherlock apresentada pelo Jo Soares em O Xangô de Baker Street. É um sarro.😄

      • Hahahah! Eu não consigo gostar do Sherlock Holmes do Jo! É mto satírico pro meu gosto. rsrsrs

        E minha gente, esqueci de comentar que Sherlock Holmes protagonizou um desenho animado chamado Sherlock Holmes no século XX. Ele ficou horrorizado quando descobriu que seria subordinado de uma mulher. hahaha

  3. Adorei o texto Lucy! *-* Eu realmente não sabia que a frase “Elementar, meu caro Watson” não era dos livros!!!
    Mas bem, eu nunca li nada do Sherlock Holmes então nem posso dizer nada… Mas eu sei que tenho que ler hahaha!

    • Eu lia e ficava prestando atenção se via a frase. Tinha outras frases muitos mais filosóficas, nada a ver com o “Elementar, meu caro…” rsrs
      Bem, ele é um pouco cansativo, talvez vc nao curta os primeiros. rs Mas acho q vale muito a pena dar uma chance a ele… heheheh

  4. Bem, vim conhecer de fato Sherlock agora pouco.Sempre ouvi falar dele mais nunca parei para da uma certa importância. Gosto de historias com as que assisti, e acredito que séries como essa de Sherlock, e como de muitas outras, deveriam esta sempre sendo produzidas.Home me alto avalio, e me motivo a querer estudar e a prender mais, e cada vez mais.Bem é só isso que tenho a dizer, “É elementar meus amigos, leitores e apreciadores de Sherlock”.

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