Resenha: Paper Towns

“Quentin Jacobsen passou sua vida inteira amando platônicamente a aventureira Margo Roth Spiegelman. Então quando ela abre uma janela e volta à sua vida – vestida de ninja e  o convocando para uma engenhosa campanha de vingança – ele a segue.

Depois que a noitada acaba e um novo dia começa, Q chega à escola para descobrir que Margo, sempre um enigma, é agora um mistério. Mas Q logo descobre que ela deixou pistas – e elas são para ele. Percorrendo um caminho desconectado, quanto mais perto ele chega, menos Q vê da garota que ele pensou que conhecesse.

O vencedor do prêmio Printz John Green retorna com a inteligência e honestidade emocional que são sua marca registrada e que inspiraram uma nova geração de leitores.” Fonte

Eu não gostei tanto de Paper Towns quanto dos outros livros de John Green. Pronto, podem jogar pedras. Talvez porque eu não estivesse num momento propício para ler, talvez porque eu não tenha gostado da Margo. O fato é que Paper Towns é o livro de John Green que menos gosto, e ironicamente, isso tem a ver com os temas principais tratados em Paper Towns: imaginação e expectativas.

Quentin gosta de Margo. Daquele jeito. Mas ele não a conhece, não de verdade. Ele gosta da ideia que ele tem de Margo, da Margo como ele a imagina. Quando eles passam uma noite juntos (não daquele jeito) pregando peças em colegas da escola e invadindo parques de diversão, Quentin começa a ter uma noção um pouco melhor de quem realmente é a pessoa por quem ele é apaixonado, e que eles poderão usar o tempo que falta até a formatura para se conhecerem melhor. Mas Margo desaparece no dia seguinte, sem deixar sequer uma pista para ninguém. Bem, para ninguém além de Quentin. E é então que a busca de Q por Margo começa, como uma caça ao tesouro. A diferença é que enquanto Q procura por pistas que podem levá-lo até ela, ele também começa a descobrir quem ela realmente é. O mistério ao redor de Margo foi uma das coisas que me agradou em Paper Towns. Nós não sabemos quem ela realmente é porque só conseguimos ter a visão de Q sobre ela, juntamente com suas expectativas, com a visão de quem ele deseja que ela seja.

Paper Towns – que na realidade são cidades fictícias colocadas em mapas para evitar violações de direitos autorais – pode não ser o livro que eu imaginava que seria, mas certamente é um bom livro que me deixa feliz ao vê-lo em minha estante, e que se você por acaso encontrar em alguma livraria, vale a pena comprar e se deliciar.

Ficha Técnica:

Título: Paper Towns
Autor: John Green
Editora: Speak/Penguin Group
Páginas: 305
Avaliação: 4/5 estrelas

5 respostas em “Resenha: Paper Towns

  1. Posa, eu li a sinopse, acho q ia gostar desse livro. o.o
    Parece um romance bem legal, mas sendo John Green, ñ sei pq eu acho q tem um algo a mais aí, agora fiquei curiosa. rsrs

    • Ah os nossos gostos geralmente se batem né Lu haha. Eu gostei dele, não me entenda mal… só achei que fosse gostar mais. Mas essa era minha expectativa né, por isso que eu disse no começo da resenha que um dos temas do livro foi a razão de eu não ter gostado tanto. Mas é muito bom!

  2. Quem é você, Margo Roth Spielgelman? Foi à primeira pergunta que imaginei depois de ler os primeiros capítulos do livro. Uma obvia associação a “Quem é você, Alasca?”; primeiro romance de John Green. Associei por que as relações vividas por um jovem tímido; com suas metas e cotidianos bem planejados, se esbarram na vida de uma garota completamente aventureira, fora dos padrões de uma garota daquela idade. Uma garota com pensamentos liberais que queria se libertar dos padrões e costumes que todos ao seu redor viviam.
    E no primeiro romance de John Green, não foi diferente. Alasca foi, bem de perto, uma personalidade tão forte quanto Margo. Seu apego à literatura. Ser uma pessoa popular, mas com uma personalidade oposta do que muitos viam. E por possuir a atenção incondicional do narrador da história. Cheguei a pensar na hipótese de acontecer o mesmo final intrigante.
    Mas conforme fui entendendo os personagens secundários, e me aprofundando mais na história, minha opinião foi mudando. A mudança de comportamento dos personagens, ao longo do livro; as maravilhosas conversas, com apego filosófico, principalmente entre Margo e Quentin, e Quentin e seus Pais; e os momentos sem muita importância pra historia, mas que renderam muitas gargalhadas faz deste livro, uma boa indicação, que como eu, está tentando fugir da rotina literária de autores já conhecidos.

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