Resenha & Adaptação: A Resposta (Histórias Cruzadas)

“Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.” Fonte

A Resposta (cujo título original é The Help e título nos cinemas é Histórias Cruzadas) virou uma sensação nos Estados Unidos em 2011. Todo mundo falava sobre o livro ou sobre o filme, e ambos foram sucesso de público e crítica. Com o filme prestes a ser lançado no Brasil, eu decidi que era hora de sentar e ler a história das empregadas domésticas da década de 60.

Skeeter acaba de voltar da faculdade sem um marido ou sequer um pretendente, para horror de sua mãe. Seu sonho é ser escritora, e quando ela consegue um emprego no jornal local para escrever a coluna de limpeza, ela pede a ajuda de Aibileen, a empregada doméstica de sua amiga Elizabeth. É a partir dessa relação com Aibileen que Skeeter tem a ideia de escrever um livro do ponto de vista das domésticas, sobre a realidade de se trabalhar para uma família branca, incluindo as coisas boas e as coisas ruins.

Alternando narrações entre as três personagens principais (Skeeter, Aibeleen e Minny), A Resposta é um livro engraçado e gostoso de se ler. As vozes das três personagens são bem distintas, bem como suas personalidades. O que mais me chamou a atenção no entanto, é como o livro inclui situações com as quais somos familiares: o discurso de Martin Luther King Jr. em Washington DC (considerado um dos mais belos discursos de todos os tempos) e o assassinato de John F. Kennedy sendo apenas duas delas.

Após ler o livro, procurei o filme em DVD e depois de assisti-lo não pude deixar de pensar no post que a Lany fala sobre adaptações ruins. Essa não é uma delas. Algumas coisas foram mudadas, obviamente: Carlton, o irmão de Skeeter, faz uma participação menor no filme do que no livro, e o comportamento de Stuart é infinitamente pior no filme. No entanto, as partes cortadas e as mudanças feitas são coerentes com os personagens, a história e a época, e fazem sentido. Bryce Dallas Howard está maliciosamente encantadora como a socialite Hilly, e Octavia Spencer dá um show como Minny nas telas assim como a personagem arrasa no livro.

A Resposta é um livro engraçado, apesar do tema sério, e capaz de encantar jovens e adultos. Sua versão cinematográfica – Histórias Cruzadas, que estréia no Brasil em Fevereiro – não fica atrás, sendo uma das melhores adaptações que já vi. Portanto, antes de se dirigir ao cinema para se deliciar com Emma Stone e companhia mês que vem, passe na livraria ou biblioteca mais próxima e leia o livro. Você vai se encantar com a história das mulheres de Mississipi que apesar de terem a cor da pele em tons diferentes, não são tão distintas em essência quanto pensavam ser.

Ficha Técnica:

Título: A Resposta (The Help)
Autor: Kathryn Stockett
Tradutor: Caroline Chang
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 574
Avaliação: 5/5 estrelas

5 respostas em “Resenha & Adaptação: A Resposta (Histórias Cruzadas)

  1. Eu soube sobre esse livro no twitter da editora aqui do Brasil, e achei interessante, mas nossa, depois de ler sua resenha achei 100 vezes mais interessante! E como você disse para mim outro dia, eu me identifiquei um pouco ali. Lembrei do que você disse… rs =)
    E o trailer é sensacional, enfim, já me emocionei com a resenha e com o trailer, imagina se quando ler o livro.

    • Sei como é essa história de se identificar… espero que você leia e goste, ou pelo menos veja o filme. É uma ótima adaptação!

  2. Devo confessar que a capa do livro me deixou confusa num primeiro momento, depois entendi do que se trata. rsrs

    Quando vi o tema, parecia algo mais polêmico, mas do jeito que vc falou, tem toda uma interação aí que suaviza um pouco as coisas.. Só nao vai dar tempo de ler antes do lançamento, mas vai pra pilha de futuros livros – de um futuro um pouco mais distante. hehehe

    • Hahaha eu não gosto muito dessa capa… prefiro a amarelinha com os passarinhos, mas enfim né. Não vamos julgar o livro pela capa, porque esse é bom demais! Já recomendei pra todo mundo lá em casa. O tema é polêmico, e isso é mostrado no livro, mas como a Skeeter faz questão de frisar, elas estão escrevendo sobre as domésticas, não sobre direitos civis. É um tema pouco utilizado (na época) e por isso polêmico, ainda mais se tratando do Mississipi, mas primordialmente sobre o relacionamento entre patroas brancas e empregadas negras, e o relacionamento sem precedentes entre Minny, Aibeleen e Skeeter.

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